Coisas Nossas

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E.M.03.13.006
Rio de Janeiro

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Quinta-feira, Junho 29, 2006

Multieducação ¿ Síntese do Fascículo Língua Portuguesa (ainda inédito)

O que é saber uma Língua?
O que é importante aprender na aula de Português?
O que seria ¿aprender a falar corretamente¿?

O Núcleo Curricular Multieducação se propõe a ¿reunir caminhos e modos de caminhar¿ com o objetivo de formar um sujeito autônomo, crítico, competente e interativo na prática democrática.

Interação é o conceito básico que deve embasar a implantação do currículo. Este currículo é um ¿roteiro através do qual os estudantes viajarão sob a liderança de um guia experiente que é, ao mesmo tempo, um companheiro de viagem¿. O caráter filosófico, cultural, social e político - a partir da subjetividade, do comprometimento ético e da própria cultura do professor influenciarão seu percurso de trabalho e determinarão o que é produção e o que se quer produzir na escola. O currículo democrático precisa levar em conta a polifonia que constitui a escola a fim de que a escola seja realmente um espaço de produção, e não de reprodução.

¿Numa escola que escolhe o caminho da produção não há mais espaço para um currículo que se resuma a uma lista de informações para serem transmitidas aos alunos.¿.

Objetivo do trabalho com a Língua Portuguesa na escola: ¿transformar as aulas em momentos de uso da língua; possibilitar a autonomia de uso da língua em sua multiplicidade.


Embasamento Teórico:

 Língua:

 ¿principal código criado pelo homem para a comunicação, um fenômeno social, e esse uso é constitutivo da própria identidade do falante.¿
 Como contrato social, ¿fazer parte do acordo é garantir a mútua compreensão¿; a exclusão por preconceitos lingüísticos ou por um ensino ineficiente - pautado apenas na descrição da língua, e não no seu uso na interação que garanta a autonomia ¿ assume, assim, sua gravidade.¿
 Possibilidade de inclusão ¿ ¿O mais importante na aula de Português é aprender a falar corretamente para ser uma pessoa respeitada socialmente¿
 ¿Todo falante de língua materna sabe essa língua. Todo usuário de uma língua a aprende naturalmente, bastando para isso estar exposto a ela. Todos os níveis lingüísticos são internalizados simultaneamente em contextos de uso concreto¿.

 Instâncias da Língua:

 FALAR
 ESCREVER
 DESCREVER ¿ Instância privilegiada pela escola ¿O importante é descrever a bicicleta, saber de cor as suas partes, os nomes e as funções de cada uma... mesmo que isso nunca habilite a uma única pedalada sequer¿.


Proposta desse trabalho: A partir do ¿conhecimento implícito¿ da língua, da ¿competência gramatical ou lingüística do usuário da língua, composta pela chamada gramática internalizada¿, alcançar o ¿objetivo do ensino de língua: a competência comunicativa, ou seja, a capacidade do usuário de empregar adequadamente a língua nas diversas situações de comunicação¿.


 ¿Gramática internalizada: conjunto de regras que possibilita ao usuário falar a sua língua e reconhece-la.; fruto da atividade lingüística do falante, da interação¿.

 Variações lingüísticas : lingüisticamente equivalentes porque as variações não impossibilitam a comunicação entre os falantes.

 Diacrônica: variação no tempo;
 Diastrática: referente à classe social;
 Diatópicas: variação no espaço;
 Diafásicas: variações de registro (linguagem culta, popular etc.) e
 Quanto à modalidade: oral ou escrita.

A partir da noção de ¿variação lingüística¿, substituímos a noção de ¿erro¿ pela de adequação.

¿Os alunos sabem falar e sabem muitas regras, não as da gramática normativa ensinada na escola, mas as que servem à comunicação. Todas as variantes lingüísticas possuem regras, possuem gramática¿. ¿Em cada situação de uso da Língua o falante deve escolher a variante mais adequada¿ a partir da ¿determinação social¿.

¿Uma variedade lingüística ¿vale¿ o que ¿valem¿ na sociedade os seus falantes, isto é, vale como reflexo do poder e da autoridade que eles têm nas relações econômicas e sociais¿.

O ensino da gramática na escola precisa ser ressignificado pela construção de conceitos a partir de uma prática significativa.
Pretende-se o estudo gramatical a partir de uma apropriação dos recursos da língua para usá-la em todas as suas potencialidades , sendo também capaz de identificar os fatos da Língua na leitura e na produção de textos.

 COMPETÊNCIA TEXTUAL:

 FORMATIVA (LEITURA) - Identificar, produzir e compreender um texto da LP.
 TRANSFORMATIVA (PRODUÇÃO) - Resumir, parafrasear, reformular, ampliar, ¿agir¿ sobre um texto de LP;
 QUALIFICATIVA (ANÁLISE) - Reconhecer tipos diferentes de texto e agrupá-los.

 REDAÇÃO = TRABALHO:

 ¿A leitura e a escrita não podem ser compreendidas isoladamente. É necessário pensar a escrita como um trabalho, daí a mudança de redação para produção de textos. Contudo, a mudança precisa ir além da nomenclatura. É necessário criar condições diversas para que o aluno escreva. A atividade de produção textual inclui as atividades de elaboração de um projeto de produção, de análise lingüística, de correção¿.

 LEITURA:

 Relação indissociável com a compreensão; ¿ato de raciocínio, percepção, processamento, memória, interferência e dedução¿.


¿É lendo de verdade, desde o início, que alguém se torna leitor, e não aprendendo primeiro a ler...¿.

MARIA MACEDO 10:25 PM

Seu comentário:

Segunda-feira, Setembro 26, 2005

Este ano estamos em plena reelaboração da Multieducação. Todos os professores precisam tomar posse dessa leitura e fazer sua crítica com seriedade e clareza de propósitos. Nossos professores têm uma certa... "aversão" à palavra, à proposta, à leitura... Mas reparamos e discutimos o fato de que todos nós, nesses 10 anos, aprendemos a trabalhar de posse da Multieducação. Não por ser "a proposta oficial do Município", mas sim por uma questão de necessidade e coerência. Nossos alunos pediram a Multieducação quando passaram a existir em nossas salas de aula! Acho que ainda precisamos discutir um ponto crucial de toda essa engrenagem: a metodologia. Principalmente nós, professores de segundo segmento, não temos competência (é essa mesma a palavra; usada com toda a honestidade!) para ensinar a essas crianças. Crianças que não querem aprender. Crianças que têm uma defasagem original quando são matriculadas em nossas turmas de Educação Infantil. Crianças às quais lhes faltam o essencial: o valor da Educação. Não têm exemplos em casa. Não têm quem lhes cobre um bom desempenho. Não sabem o quanto isso lhes fará falta mais adiante. Não sabem tanta coisa de si mesmos...

Na Rio de Janeiro temos uma vantagem: eles gostam da escola e gostam dos professores. Eles não gostam é de estudar... Mas isso já é outra história...

Enfim: precisamos tomar posse da Multieducação como eles, nossos alunos, precisam compreender que a Educação é sua única arma válida. Precisamos tomar posse da Multieducação porque ela é nossa proposta oficial de ensino e porque somos profissionais dessa "mega-rede" de 1054 escolas que, para funcionar, precisa ter uma diretriz maior. E usar dela para transformar nossa competência acadêmica, esta sim, enorme, em competência de professor. Mais que saber; saber ensinar. Porque eles precisam aprender.

Para facilitar o caminho e tentar estimular a leitura, além de dirigir as discussões, elaboramos um resumo dos dois primeiros livros da série A MULTIEDUCAÇÃO NA SALA DE AULA. O primeiro exemplar - Trocando Idéias - apresenta a proposta. Sua leitura contextualiza o professor e indica as intenções de toda a série: inserir nosso aluno no processo ensino-aprendizagem como o guia do que e como deve ser ensinado. Apresenta nosso aluno à luz das mudanças sociais ocorridas nos últimos trinta anos. O segundo exemplar - Princípios Educativos e Núcleos Conceituais - propõe uma forma de ensino interdisciplinar, embora não explicite este conceito no corpo do texto.

Espero que este trabalho desenvolvido na E.M. Rio de Janeiro sirva para uma maior "empatia" com o tema... Seduzir: esta é a chave de todo o processo. Em todos os níveis.


MULTIEDUCAÇÃO ¿ TEMAS EM DEBATE
Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
Secretaria Municipal de Educação
E.M. 03.13.006 RIO DE JANEIRO

Síntese do Fascículo Trocando Idéias

Histórico:
Proposta ¿ Universidade na diversidade
 1996: pressuposto - ¿Lidar com os múltiplos universos que se encontram na escola, buscando a unidade na diversidade.¿ ¿Desenvolver um trabalho de qualidade, promovendo a aprendizagem e trazendo para dentro da escola o dia-a-dia, o mundo.
 Rede Municipal Atual ¿ 10 Coordenadorias Regionais; 1054 Unidades escolares; 193 creches; 20 Pólos de educação pelo trabalho; 9 Núcleos de arte; 12 Clubes escolares; 1 Centro de referência em educação pública (CREP) e 1 Centro de referência em educação de jovens e adultos.
 Instaurar a gestão participativa.
 Lançamento de duas séries: Temas em debate e Multieducação em sala de aula.


 ¿Nos dias de hoje, não só os deslocamentos geográficos permitem as trocas culturais, mas, principalmente, a exposição às mídias(...) Currículos, entretanto, não se transformam com a mesma velocidade(..) O currículo pode se tornar um instrumento de transformação, de justiça e de igualdade social, para servir à diversidade.¿ p.7
 Década de 70 ¿ ¿Tijolinho¿. ¿Levava o professor a trabalhar por atividades ou áreas de estudo.¿
 Década de 80 ¿ ¿Jornalzinho¿. ¿Fundamentos para a elaboração do Currículo Básico, ou ¿Livro Azul¿¿. Foi implantado o Bloco Único.

 1993 ¿ ¿Núcleo Curricular Básico Multieducação (NCBM)¿ - ¿discussão para definir um currículo construído coletivamente¿. Proposta: fazer das escolas públicas um lugar de acolhimento das diferenças, de respeito à pluralidade e de eco às múltiplas vozes (...) vislumbrando saídas para todos aqueles que sofrem qualquer tipo de discriminação em seu desenvolvimento.(...) currículo com base nos ideais de justiça e eqüidade, antenado com a vida cidadã. (pp.8-9)

 ¿Para dar certo, são necessários, também, os esforços internos de cada escola na identificação de suas características, possibilidades e necessidades. A Multieducação tem vários estágios de concretização. ¿Na Multieducação precisam caber todos. Todos!¿ ¿Muitas vezes constatamos alguns resultados com a percepção de estarmos à frente de um quadro com o qual não nos identificamos como co-autores.¿ (p.10)

 Professor: pesquisador + co-autores dos movimentos de transformação.

 Resposta educativa - ¿Como a escola se organiza para responder às necessidades apresentadas por cada um de seus alunos nos processos desenvolvidos para aprender e para desenvolver-se no mundo de hoje¿ (p.11)

 ¿A Multieducação precisa ser realimentada¿

 Creches ¿ 0 a 3 anos e 11 meses. ¿ ¿tempo privilegiado do desenvolvimento (...) cuidado e educação como aspectos que se complementam¿ (p.12)

 Projeto de Educação Juvenil ¿ PEJ I e PEJ II ¿ ¿sujeitos que precisam da escola como passaporte para a inclusão social¿ (...) (p.13)

 ¿Para concebermos uma resposta educativa de qualidade, precisamos estar muito atentos ao fenômeno da nã0-aprendizagem (...) esse fenômeno tão antigo que precisa ser enfrentado, isto é, visto realmente de frente como problema a ser equacionado, principalmente por nós, professores. (p.13),

 Questão importante: ¿Alunos que suas aprendizagens não acompanham seu grupo-referência ou não são consideradas suficientes pelos critérios adotados. Todos querem o que acreditam ser o melhor para seus alunos. Como saber, porém, o que é melhor para cada um de nossos alunos?¿ (p.13)

 ¿Quem sabe precisamos refletir acerca das mediações vividas pelos alunos durante essas exposições. Para ter interesse, manter acessa a curiosidade, para querer sempre saber mais e com isso desenvolver-se, a criança precisa estar exposta, sim, mas tendo quem apresente a ela a magia do que está sendo comunicado (...)¿ (p.14)

 ¿Na história da vida cotidiana de cada um de nossos alunos, poderemos descobrir as formas de ensinar, porque estaremos compreendendo as maneiras de pensar, valorizar e significar os conteúdos culturais.¿ (p.14)

 Método ¿ ¿Em qualquer dos lados em que nos encontremos, isto é, qualquer que seja nossa opção teórico-prática, teremos partes da verdade, nunca verdades inteiras.(...) Não nos disseram ou dizem que a natureza de nossa atividade está sujeita às questões vividas nas conjunturas sócio-históricas em que estamos mergulhados com os alunos.(...) Se ainda não temos todas as respostas, vamos construí-las no debate democrático e na coexistência compromissada.(...) A interlocução deverá estar sempre apontando para novas aprendizagens.(..) não basta manter o aluno na escola. Sua permanência deve ser revestida de qualidade, sem o que estaremos reproduzindo a exclusão social que nossas crianças e jovens vivem fora da escola. (pp. 15 e 16)

 Currículo ¿ A seleção de conteúdos, assim como os procedimentos de ensino, estão repletos de significados embutidos que, muitas vezes, reforçam as práticas sociais discriminatórias. Nossas escolhas precisam ser muito bem pensadas. Não podem ser guiadas somente pelas necessidades da vida prática, tampouco bastar-se pela tradição ou pelo senso comum, e muito menos pelo momento vivido.(...) aprendizagens promovem o desenvolvimento, que ideologias estão balizando nossas escolhas e a que estruturas sociais elas poderão servir. (pp. 16-17)

 Núcleo Curricular Básico ¿ Princípios Educativos x Núcleos Conceituais ¿ Relação dinâmica (p 17)

¿ Princípios Educativos ¿ Trabalho, Meio-ambiente, Cultura, Linguagem
¿ Núcleos Conceituais ¿ Identidade, Tempo, Espaço, Transformação


MULTIEDUCAÇÃO ¿ TEMAS EM DEBATE
Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
Secretaria Municipal de Educação
E.M. 03.13.006 RIO DE JANEIRO

Síntese do Fascículo
Princípios Educativos e Núcleos Conceituais


 Proposta ¿ ¿Diálogo (...) para refletirmos sobre as possibilidades de desenvolver um currículo escolar a partir de Princípios Educativos e Núcleos Conceituais. (...) Nossa proposta não é criar um novo currículo, mas auxiliar a compreensão do Núcleo Curricular Básico MULTIEDUCAÇÃO (...) e a instigante função de ensinar.¿ (p.5)

 ¿O sentido da escola se materializa no cotidiano da ação pedagógica. (...) O conhecimento adquire sentido para o aluno quando ele, em suas vivências, é capaz de articulá-lo aos conceitos já consolidados, estabelecendo novas relações, ampliando, desta forma, suas possibilidades de compreensão do mundo.¿ (p.5)

 ¿Professores e alunos lidam com estes saberes no cotidiano escolar, e na práxis eles se concretizam¿(p.5)

 ¿O conhecimento da realidade, a discussão coletiva, a construção do Projeto Político Pedagógico da escola, atribuem sentido às intenções educativas dirigidas a um determinado grupo social (...) contextualizando os conteúdos a partir da interação entre os saberes curriculares e outros que circulam na sociedade, nas práticas cotidianas.

 Currículo Escolar ¿ ¿No currículo escolar encontram-se as vivências, os valores, as verdades, as crenças, as características e as propriedades de um determinado grupo social, de forma articulada à história do conhecimento da matemática, da história, da dança, da geografia e das áreas que compõem o saber científico.¿ (p.7)

¿ Escola ¿ ¿Ambiente privilegiado para construção sistemática de conhecimentos e valores¿. ¿Construção de um sujeito ético, autônomo, solidário, crítico e transformador¿. (p. 8)
¿ MULTIEDUCAÇÃO ¿ ¿Reflexão sobre a ação criativa. (...) Transformar para melhor, através da ação educativa¿ [através] de ¿princípios que que educam e orientam o ensino das disciplinas básicas¿. (p.8)
¿ ¿A escolarização, entendida como uma prática formal, institucional e intencional de ensino e aprendizagem, pressupõe a seleção e organização de conhecimentos específicos a serem pensados (...) com base nos Princípios Educativos e Núcleos Conceituais¿. (p.8)



 PRINCÍPIOS EDUCATIVOS ¿ TRABALHO / MEIO AMBIENTE / CULTURA / LINGUAGENS

¿São temas de relevância social, que emergem do contexto atual como significantes da prática pedagógica no desenvolvimento das diferentes áreas do saber. (...) repertório de valores e experiências acumuladas¿. (p.9)

¿Ao planejarmos o ensino, estamos projetando as possibilidades que os alunos têm de aprender, estamos escolhendo os conteúdos e as estratégias que levaremos em conta ao ensinar, estamos definindo critérios de avaliação.(...) formas de ampliar a compreensão de mundo que nossos alunos podem ter. (...) transformação de sujeitos¿. (p.10)

A escolarização permite ao aluno ver e compreender o mundo de forma diferente, com novos instrumentos de pensamento que o ajudam interpretar, com competência e criticidade, diferentes situações sociais. A boa escola contribui para a formação de um cidadão capaz de analisar, refletir, interagir e agir criticamente sobre o mundo. (p.10)


 NÚCLEOS CONCEITUAIS ¿ IDENTIDADE / TEMPO / ESPAÇO / TRANSFORMAÇÃO

São conceitos que têm relevância nas diferentes áreas do conhecimento.

¿São dimensões conceituais que perpassam as diferentes áreas do saber (...), não se adquirem espontaneamente, mas são constituídos e tecidos por marcas sociais e históricas que se entrelaçam.(...)

O Conhecimento não é espontâneo;
marcas históricas X sociais
são sempre ressignificadas a partir de sua relevância.


 conhecimento se constitui de saberes específicos que, ao serem compreendidos a partir de uma base conceitual, são reconhecidos e apreendidos pelos alunos.(p.11)

 as origens de nosso povo, marcas culturais instituídas ao longo do tempo;
 as diferentes identidades;
 processos históricos;
 conexão com os dados da realidade e a contextualização de forma crítica;
 processos sociais de inclusão e exclusão;
 análise crítica do poder oriundo da transformação científica e tecnológica;
 compreensão, organização e transformação dos espaços e relações sociais.

¿Compreendemos o mundo com muitos instrumentos sociais e culturais, mas a escola nos possibilita ter contato com uma organização peculiar dos conceitos científicos de cada área do conhecimento¿. (p.12)

 Núcleos Conceituais ¿ ¿base epistemológica para assentarmos o desenvolvimento das diferentes disciplinas curriculares, estamos atribuindo outros sentidos ao processo ensino-aprendizagem, (...) exercício reflexivo sobre os conteúdos, prática pedagógica sensível e contextualizada¿. (p.13)


ATRIBUINDO OUTROS SENTIDOS

¿Os Princípios Educativos são temas que orientam nosso currículo e que emergiram, em determinado momento, de questões sociais importantes a serem discutidas e implementadas no currículo. TRABALHO, CULTURA, MEIO AMBIENTE E LINGUAGENS são categorias necessárias para pensar o desenvolvimento das áreas do conhecimento, pois nasceram de demandas sociais do final do séc. XX. (p. 13)

ARTICULANDO PRINCÍPIOS EDUCATIVOS E NÚCLEOS CONCEITUAIS

¿A formação de identidades sociais torna-se, portanto, um dos objetivos do desenvolvimento curricular. Importância do espaço escolar como local de circulação, integração e enfrentamento de diferentes saberes, culturas, raças e valores que contribuem para a constituição e a formação da identidade de nossos alunos¿.(p.15)

¿O processo de articulação de Princípios Educativos, Núcleos Conceituais e conhecimentos específicos ocorre simultanea e conscientemente(...) existem interfaces que se evidenciam mais claramente, na prática pedagógica em determinados conteúdos que em outros¿. (p. 15)

APRENDIZAGEM - O Processo de constituição do conhecimento se dá numa rede de relações entre o que já foi internalizado pelo sujeito e as possibilidades de ampliar seu repertório, a partir de ações intencionais de ensino. Tem um caráter dialógico e é marcado pelas relacões histórico-sociais que se estabelecem no contexto escolar. (p. 15)

Núcleo Curricular Básico Multieducação ¿ Norteador da reflexão ética para escolhas e planejamentos conscientes de conteúdos e de ações pedagógicas concernentes aos ideais de uma escola pública de qualidade. Conceitos das diferentes áreas do saber circulam, se integram e se expõem. (p. 16)

OS PRINCÍPIOS EDUCATIVOS E NÚCLEOS CONCEITUAIS NÃO SE CONFIGURAM UMA AMARRA E SIM UMA REDE DE POSSIBILIDADES QUE PERMITEM O DESENVOLVIMENTO DOS CONCEITOS CIENTÍFICOS DE FORMA CONTEXTUALIZADA COM AS QUESTÕES SOCIAIS EMERGENTES. (p. 17)

ESTE TEXTO É UM CONVITE À REFLEXÃO.(...) CABE-NOS A SENSIBILIDADE, O PRAZER, O ACOLHIMENTO, A CRIATIVIDADE, O DESEJO, A OUSADIA E O RECONHECIMENTO DO DIREITO DE TODOS A UM ENSINO DE QUALIDADE.


Os resumos foram elaborados a partir de trechos retirados do original e sua referência de página. Observações e críticas foram feitas em Centros de Estudos e registradas em avaliações individuais.







MARIA MACEDO 8:39 PM

Seu comentário:

Sexta-feira, Agosto 27, 2004

Projeto Político Pedagógico



I. TÍTULO DO PROJETO:
"EDUCANDO PARA O FUTURO"

1. LOCAL:
E.M. 03.13.006 RIO DE JANEIRO

2. PÚBLICO ALVO:
COMUNIDADE ESCOLAR

II. JUSTIFICATIVA:
"Educação - Uma questão, para além de cidadã, humana"

A todo momento buscam-se novos caminhos, novos métodos, transforma-se, reforma-se a educação, entretanto o aperfeiçoamento das relações humanas e o aprimoramento do ser humano estão sendo relegados a segundo plano.
No nosso universo escolar, em relação aos nossos alunos, percebemos que, a cada dia, torna-se mais difícil a convivência entre eles e com aqueles que os cercam. As formas agressivas de tratamento, o descaso com o outro, com seus pertences e seus sentimentos têm revelado uma total falta de amor e respeito pelos indivíduos, que acaba se tornando ainda mais grave quando enxergamos nessa agressão externa um reflexo da não-valorização de si mesmos.
A questão de que o "bem público" é "dos outros" (ou não é de ninguém) encerra um completo descompromisso com seu próprio estar bem colocado dentro do complexo social.
O resultado de toda essa situação, que beira o colapso total da instituição escolar, torna-se visível quando a degradação dos relacionamentos perpassa o indivíduo e se substantiva em paredes pichadas, janelas quebradas, materiais destruídos, desleixo na apresentação do uniforme, indiferença pelo estudo, falta de atenção às aulas, abandono da escola e conseqüente limitação como cidadão.




III. OBJETIVOS GERAIS:

· Levar nossos alunos e toda a comunidade escolar a uma conscientização do papel do Homem enquanto ser social;
· Trabalhar o amor próprio, à família, à escola etc.;
· Resgatar a importância da família e o seu papel na formação moral;
· Despertar o desejo de preservação do nosso patrimônio;
· Estabelecer regras de convivência quem imponham limites a serem respeitados por todos.

IV. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

· A partir do resgate da auto-estima, conscientizar nossos alunos da importância da escola como arcaboço para o seu desenvolvimento pessoal; muito além do simples conhecimento acadêmico;
· Repensar as questões da repetência e da evasão escolar a partir da análise do desempenho, que deve ser observado com vistas a reconhecer os problemas e auxiliar na busca de soluções;
· Identificar as necessidades dos alunos que apresentam problemas de desempenho e dirimi-los através de atividades paralelas de recuperação, como a avaliação global.


V. DESENVOLVIMENTO:


A partir das demandas de nossa comunidade, planejamos uma linha de trabalho que atingisse todos os segmentos da nossa U.E.: corpo docente, discente e funcionários, envolvendo todo o grupo em atividades variadas dentro e fora da escola.
Através de propostas como confecção de murais, maquetes, objetos com papel e cartolina, cartazes etc., visitas guiadas, aulas-passeio, ida a teatro e cinema; procuramos mostrar novos horizontes aos alunos e proporcionar aos professores, alunos e responsáveis uma convivência diferenciada, fora do espaço da escola, que mostrasse que é possível um relacionamento de amizade, paz e colaboração que pode e deve existir também entre professores e alunos e entre os colegas dentro da sala de aula e das dependências da escola.

O projeto pedagógico tem três vias estrategicamente divididas que, em sua complementação, representam os caminhos que temos percorrido - desde 1997 - para colocar em prática a idéia de educar para o futuro, quais sejam:

(A) Atividades Administrativas - decisões político-pedagógicas tomadas pela Direção na organização da U.E. a partir do estabelecido no Projeto Pedagógico da escola;
(B) Atividades Docentes - atualização e sensibilização dos professores para o projeto de trabalho proposto: participação de professores selecionados para as aulas-passeio, propiciando uma integração entre as disciplinas e dos profissionais envolvidos em cada atividade;
(C) Atividades Discentes - conscientização dos alunos da importância da Educação e das vantagens de permanecer na escola e investir na não-repetência; estabelecimento de uma relação de compreensão e amizade entre alunos, professores e direção, utilizando elementos como o esporte (seleção e treino de times de volei, futsal e handbol), a ocupação do tempo livre dentro da escola: ping-pong, jogos de damas, bola, corda para pular etc..

Etapas a serem desenvolvidas para que os objetivos sejam alcançados:

· Lançamento do Projeto - apresentação à comunidade escolar;
· Atividades a serem desenvolvidas com as diferentes séries;
· Avaliação do trabalho realizado.



VI. ESTRATÉGIAS / ATIVIDADES:

1. Lançamento do Projeto

1.1. Cartazes espalhados pela UE
1.2. Confecção de um mural explicativo
1.3. Sensibilização da comunidade escolar através do texto "Reino Desencantado" (Revista Veja)

2. Mobilização

2.1. Reunião com professores
- Centro de Estudos da semana
2.2. Reunião com segmento funcionário
2.3. Reunião com representantes de turma
2.4. Reunião com responsáveis
3. Divulgação

3.1. Apresentação do Projeto às turmas
3.2. Circular mimeografada enviada
aos responsáveis com convite para a reunião
3.3. Sessões de vídeo sobre o assunto

4. Atividades Gerais
4.1. Relançamento do Jornal da Escola
4.2. A partir do texto trabalhado, realização de debates em sala de aula sobre regras de convivência, respeito, relacionamento na escola e na comunidade
4.3. Redação por todos os alunos, funcionários, professores e responsáveis de um código de normas de comportamento para nossa comunidade escolar
4.4. Exposição de trabalhos realizados
4.5. Palestra com profissionais do SENAC, SESAN, guarda municipal e DED (3ª CRE)
4.6. Palestra sobre comportamento sexual
4.7. Entrevistas com ex-alunos
4.8. Concurso de música com tema relativo ao projeto
4.9. Visitas a Museus, Shoppings, Centro Cultural Banco do Brasil etc

5. Atividades Paralelas
Preparação e eleição do CEC e GRÊMIO - momento de conscientização da comunidade escolar para o valor da atuação tanto do CEC como do Grêmio na vida da escola e da importância do papel de cada segmento da UE para o sucesso do projeto desenvolvido.

6. Culminância
Exposição de todos os trabalhos realizados.

7. Avaliação
· Ao final de cada bimestre (para avaliação e replanejamento, se necessário);
· Ao final do projeto com toda comunidade escolar.

8. Cronograma
· fevereiro/março ............elaboração do projeto
· março........................... lançamento do projeto
· abril a outubro.............. realização das atividades
· novembro ................... exposição de trabalhos, culminância, avaliação final

O trabalho realizado tem girado em torno da idéia de que toda a comunidade escolar precisa se readaptar a uma nova ordem: mudaram a Educação, os educandos, os educadores e todo o contexto que envolve esse grupo. Todos nós precisamos reaprender a educar, a aprender e, sobretudo, a conviver. É essa adequação que buscamos.

9. Bibliografia

· ABRAMOVICH, Fanny. O professor não duvida, Duvida? SP: Summus, 1990.
· ALVES, Claudius et alii. A vida na escola e a escola da vida. Petrópolis, Vozes, 1982
· FREIRE, Paulo. Educação como prática de liberdade RJ: Paz e Terra, 1974
· GADOTTI, Moacir. Educação e compromisso. Campinas: Papirus, 1985
· SOARES, Magda. Linguagem e escola: uma perspectiva social. SP: Ática, 1986
· ZILBERMAN, Regina. (org.) Leitura em crise na escola: as alternativas do professor. Porto Alegre: Mercado Aberto.


MARIA MACEDO 10:43 AM

Seu comentário:

Este blog é uma extensão do espaço da "EM 03.13.006 Rio de Janeiro" na Internet.

Lá você pode conhecer nossa escola, quem somos, quantos e o que temos feito.

Aqui está a parte mais formal e o aprofundamento de nossas atividades; desde nosso Projeto Político Pedagógico (o coração e a essência de nossos objetivos como instituição educacional) até o planejamento mais específico de nossas atividades.

A Escola Municipal é um espaço democrático que investe no indivíduo e procura desenvolver a cidadania.

Conheça nosso trabalho!

MARIA MACEDO 9:39 AM

Seu comentário:


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